Ingressei no Instituto de Açúcar e do Alcool, em 1963, aos 19 anos e era a !adolescente! da repatição. As moças mais jovens até então já tinham 10 anos de casa e variavam entre os 28 e 30 anos. Resultado, fui uma especie de mascote e era muito paparicada por todos.
Os antigamente denominados "continuos" não sabiam o que fazer pra me agradar. Isso despertava uma ciumeira nas moças balzaquianas, umas casadas e outros ainda solteiras. O sr José Lanunci da Silva (que se dizia primo do General Lanusse ditador da Argentina) era um cidadão de boa paz, educado, generoso e prestativo. Para todas nós ele estava sempre pronto para ir à rua fazer um mandado, trazer um chazinho feito de ervas naturais com biscoito e, até fazer (a meu pedido) um doce de banana caturra na calda.
Isso era considerado um ultraje pela mulherada, que jamais tinha recebido tantos paparicos como eu. Mas era tudo uma brincadeira combinada entre nós, para fazer ciumes à elas.
Havia a colega Magaly, minha grande amiga até hoje que era a mais queixosa de todas. Eu então, gaiata como sempre fui, para amenizar a sua dor de contovel,o resolvi dar um apelido aos dois. Uma era Magalunci e ele Galinunci. Queridos amigos. Ele, dada a sua idade, já partiu paa além do arco-iris deixando-nos uma enorme saudade!!!!
Havia ainda o sr.Pery, já bem idoso que tomava conta da cozinha, dos cafézinhos e dos chás variados, muitos deles trazidos fresquinhos, da roça onde nascera e visitava sempre. O sr. Pery vivia me dizendo, dona Lucinha, eu nunca vi um guapo mancebo à sua espera na saida do expediente...Onde estão o moços desta cidade que deixa uma frô de fremosura dessa, sair daqui à noite, sozinha, e ir para a "Falcudade" com essa bolsa pesada e cheia de livros? Ah! no meu tempo os ,ancebos eram mais ajudativos e dedicados às suas prendas"
Já na Procuradoria, que ficava no andar debaixo, havia um funcionário que vivia escapulindo do serviço.
Um dia, já meio cansado com a demora do retorno dos processos a ele distribuido, o Procurador Regional o Interpelou: Fulano. quero que até o fim da semana todos os processos de revisão de cota de fornecedores de cana estejam informados por voce, sobre minha pesa e com justificativa pela demora.
O cidadão tratou de cumprir seu dever e, em todos os processos justivicou-se assim>"...Finalmente senhor Procurador, a demora em devolver o presente processo deveu-se a que estive ausente por 10 dias por encontrar-me combalido, alquebrado e depauperado". Escrito de proprio punho nas folhas dos processos que seguiriam para a Procuradoria Geral do IAA no Rio de Janeiro. Ficou famoso o tal colega e ganhou adeptos de justificativa tão criativa. Fez historia.
Nos dias de aniversário das Chefias, havia sempre um bolo e refrigerantes à hora do lanche com o infalivel Parabéns pra voce!
Havia outro continuo, chamado sr. Manoel Terra que era, nos periodos eleitoras, cabalador de votos para alguns politicos. Com isso, adorava discursar em homenagem ao aniversatiante da vez.
Começava sempre assim: " Hoje, o sol nasceu mais brilhante que sempre para abrilhantar o dia de festa do nosso Chefe, sr. Fulano de Tal, homem de coração generoso, amigo de todas as horas no cotidiano de todos os dias, peçamos a Deus que lhe guarde e demore a chamá-lo desta vida para a melhor, pois ficaremos órfãos sem a sua generosidade!!!"
Vivendo Sempre Com Alegria
terça-feira, 29 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
AULA DE FRANCÊS COM DONA PEPITA.
A mesma aluna que salvou-se soletrandO CAXAMBU, anos mais tarde viu-se em apuros numa aula de francês quando teria de traduzir a seguinte frase: LE LION, LE ROI DES ANIMAUX.
ficou embatucada outra ves.Diz-lhe a vó Pepita: e então garota!, leia e traduza!!!!
A menina temerosa e com medo de perder ponto na nota, voltou a usar de sua costumeira presença de espírito, e arrematou gloriosamente: LE LIÕ, LE RUÁ DÉS ANIMÔS= O LEÃO QUIS URRAR DESANIMOU!
ficou embatucada outra ves.Diz-lhe a vó Pepita: e então garota!, leia e traduza!!!!
A menina temerosa e com medo de perder ponto na nota, voltou a usar de sua costumeira presença de espírito, e arrematou gloriosamente: LE LIÕ, LE RUÁ DÉS ANIMÔS= O LEÃO QUIS URRAR DESANIMOU!
VOVÓ PEPITA E SEUS ALUNOS
Como já disse, ela era uma professora eclética, que conhecia de tudo, do portugues, latim e frances, à algebra, geometria, trigonometria, passando fundo pela História e Geografia. Costumava dizer que só não sabia ensinar Inglês, mas que as noções básicas que tinha eram suficientes para seu uso pessoal.
Mas era mesmo uma grande iniciadora nas noçoes basicas de portugues e matemática, coisas que ela ensinava a nós todos desde o 5 anos, não esqueciamos nunca.
Seus alunos, ela orgulhava-se em dizer que saiam das mãos dela preparados para vencer na vida em qualquer escolha profissional que fizessem. Mas, para ela, o Magistério era a grande Missão das Mulheres e dos Homens que sonhavam com um mundo melhor.
Dizia que só o saber dignificava o homem, à época tão analfabeto ainda neste país.
Ela contava um historia muito engraçada de uma aluna muito querida, hoje por volta dos 95 anos e grande professora, jornalista e misantropa. Esta menina, começava o bê-a-bá,e, numa aula em que soletrava nomes gentilicos de Minas Gerais, tais como Barbacena, Juiz de Fora, Itabira, Caxambu, Lambari e assim por diante sua aluna embatucou com um desses substantivos. Então, fulana, soletra esta! A menina olhava para o papel e olhava pra mestra, sem saber como soletrar o substantivo gentilico CAXAMBU.
A professora deu 2 segundos para fazê-lo, senão perdia ponto na nota. A aluninha então saiu-se com esta:
C COM A=CA, X COM A= XA, M COM B NÃO FAZ NADA "U"= CAXAMBU!
Palmas para a presença de espírito para a pequena aluna, não?
Mas era mesmo uma grande iniciadora nas noçoes basicas de portugues e matemática, coisas que ela ensinava a nós todos desde o 5 anos, não esqueciamos nunca.
Seus alunos, ela orgulhava-se em dizer que saiam das mãos dela preparados para vencer na vida em qualquer escolha profissional que fizessem. Mas, para ela, o Magistério era a grande Missão das Mulheres e dos Homens que sonhavam com um mundo melhor.
Dizia que só o saber dignificava o homem, à época tão analfabeto ainda neste país.
Ela contava um historia muito engraçada de uma aluna muito querida, hoje por volta dos 95 anos e grande professora, jornalista e misantropa. Esta menina, começava o bê-a-bá,e, numa aula em que soletrava nomes gentilicos de Minas Gerais, tais como Barbacena, Juiz de Fora, Itabira, Caxambu, Lambari e assim por diante sua aluna embatucou com um desses substantivos. Então, fulana, soletra esta! A menina olhava para o papel e olhava pra mestra, sem saber como soletrar o substantivo gentilico CAXAMBU.
A professora deu 2 segundos para fazê-lo, senão perdia ponto na nota. A aluninha então saiu-se com esta:
C COM A=CA, X COM A= XA, M COM B NÃO FAZ NADA "U"= CAXAMBU!
Palmas para a presença de espírito para a pequena aluna, não?
AINDA ESTORIAS DA ELEUSINA
2 - Eleusina era ótima quituteire, quando a mandioca plantada no quintal era muito e havia côco em casa, ela perguntava: Dona Pepita, posso fazer um BUNDASBUNDAS para as visitas comerem no café da manhã?
Minha avó respondia-lhe: Não, rapariga, as visitas gostam mesmo é de CUSCUS, faça dois então. A criatura immediatamente fazia o sinal da cruz...
3- Às vezes, sem aparente motivo de aborrecimento, a Eleusina de uma hora para outro, ficava de cara fechada, de poucos amigos, respondendo por mossílabos, logo ela que era tão falante. A criançada estranhava e perguntava por quê? Ela respondia: crianças, me deixem, amanheci de carapitu virado...
Nós saíamos de mansinho sem saber o que era carapitu, e torcendo para ele desvirar, pois adoravamos os causos que ela contava de sua infancia em Macaé.
Minha avó respondia-lhe: Não, rapariga, as visitas gostam mesmo é de CUSCUS, faça dois então. A criatura immediatamente fazia o sinal da cruz...
3- Às vezes, sem aparente motivo de aborrecimento, a Eleusina de uma hora para outro, ficava de cara fechada, de poucos amigos, respondendo por mossílabos, logo ela que era tão falante. A criançada estranhava e perguntava por quê? Ela respondia: crianças, me deixem, amanheci de carapitu virado...
Nós saíamos de mansinho sem saber o que era carapitu, e torcendo para ele desvirar, pois adoravamos os causos que ela contava de sua infancia em Macaé.
Historias de Vovó Pepita
1- Causos de suas empregadas
Quando éramos crianças, nós, os netos de Vovoô Pepita, de saudosa memória, nos regalávamos com suas estórias, piadas, charadas, mágicas e outros divertimentos que só nos fazim aprender coisas novas, rir e nos unirmos sempre, os irmãos e os primos.
Uma das estorias que conto sempre e que diverte muito era a da sua Serviçal Eleusina, a quem ela, por ser filha de portugues, chamava ô Rapariga!
Minha vó foi uma professora, quase auto=didata que aos l5 anos, mudando-se com sua mãe viuva de Macaé para Campo
s, estabeleceu em sua casa um colégio, onde preparava alunos para ingressarem no ensino secundário, antigamente chamado de Complementar. Isso era por volta de l906 mais ou menos.
Seus saberes eram tantos, que os alunos ao fazerem a prova de admissão ao Lice, já sabia noções de latin e francês. As adolescentes então, mergulhavam de cabeça no estudo de frances para poderem ler os singelos romances daas coleções Rosa e Azul de Mademoiselle Delly, leitura então indicada só para as maiores de 18 anos...
Certa tarde, estando com a imensa mesa do casarão rodeada de 10 alunos, meninas e meninos, a lerem suas redações em voz alta para que todos participassem de seus escritos, e ,atentos aos crivos da exigente professora, que os fazia repetirem a entonação adequada das virgulas, ponto e virgula, as exclamções e interrogações, ouve-se um alarido que vinha do fundo do quintal.
Neste quintal grande, minha avó, que era amante da terra e do verde, tinha belissimas orquideas e samambais sob um enorme caramanchão. Mais ao fundo, cultivava uma horta caseira, com os legumes e verduras do dia a dia, e, circundando o quintal todo, haviam colados aos muros, trebadeiras várias, como pés de maracujá, pes de chuchu e outras mais.
É agora que entra a participação da Eleusina. Pessoa boa, mas chucra, crédula e medrosa, e cheia de esquisitices. Veio de Macaé para campos de trem, mas aqui na idade não havia quem a convencesse a andar de bonde, onibus ou de carro. Dizia sempre: " Deus me deu pernas para andar, eu até morrer nunca andarei embarcada" E sempre foi assim até o seu final.
Mas, voltando ao alarido que interrompeu a concentração de minha avó e seus alunos: Eleusina entrou em casa aos gritos: Dona Pepita! Ai! Dona Pepita, vem cá nos fundos depressa!
Minha vó reclamou: Ô rapariga, não está vendo que estou aqui com meus alunos? Depois verei o que está havendo, ora pois!
Não! dona Pepita, tem que ser agora é horrivel!!! O que é tão horrivel assim, rapariga?
Olha só daqui da porta mesmo, dona Pepita:
A estas alturas a descontração imperou entre alunos e professora e minha avé levantou-se e foi ver a tragédia anunciada por Eleusina.
Mas tenho que dizer que Eleusina era muito religiosa, não dizia palavrões jamais. E, toda palavra que tinha a silaba CU no inicio, meio ou fim, ela substituía por BUNDA (que achava menos feio rs rs).
Apontou para todos o que havia no quintal: UMA SERPENTE DOMÉSTICA ENROLADA NO PÉ DE MARACUJÁ. Era estA a razão de seu pânico; Minha avó perguntou: e então rapariga, porque a gritaria?
Ela respondeu: NÃO ESTÁ VENDO, MINHA PATROA, TEM UMA SURUBUNDA BUNDA NUO PÉ DE MARABUNDAJÁ!!!!
Quando éramos crianças, nós, os netos de Vovoô Pepita, de saudosa memória, nos regalávamos com suas estórias, piadas, charadas, mágicas e outros divertimentos que só nos fazim aprender coisas novas, rir e nos unirmos sempre, os irmãos e os primos.
Uma das estorias que conto sempre e que diverte muito era a da sua Serviçal Eleusina, a quem ela, por ser filha de portugues, chamava ô Rapariga!
Minha vó foi uma professora, quase auto=didata que aos l5 anos, mudando-se com sua mãe viuva de Macaé para Campo
s, estabeleceu em sua casa um colégio, onde preparava alunos para ingressarem no ensino secundário, antigamente chamado de Complementar. Isso era por volta de l906 mais ou menos.
Seus saberes eram tantos, que os alunos ao fazerem a prova de admissão ao Lice, já sabia noções de latin e francês. As adolescentes então, mergulhavam de cabeça no estudo de frances para poderem ler os singelos romances daas coleções Rosa e Azul de Mademoiselle Delly, leitura então indicada só para as maiores de 18 anos...
Certa tarde, estando com a imensa mesa do casarão rodeada de 10 alunos, meninas e meninos, a lerem suas redações em voz alta para que todos participassem de seus escritos, e ,atentos aos crivos da exigente professora, que os fazia repetirem a entonação adequada das virgulas, ponto e virgula, as exclamções e interrogações, ouve-se um alarido que vinha do fundo do quintal.
Neste quintal grande, minha avó, que era amante da terra e do verde, tinha belissimas orquideas e samambais sob um enorme caramanchão. Mais ao fundo, cultivava uma horta caseira, com os legumes e verduras do dia a dia, e, circundando o quintal todo, haviam colados aos muros, trebadeiras várias, como pés de maracujá, pes de chuchu e outras mais.
É agora que entra a participação da Eleusina. Pessoa boa, mas chucra, crédula e medrosa, e cheia de esquisitices. Veio de Macaé para campos de trem, mas aqui na idade não havia quem a convencesse a andar de bonde, onibus ou de carro. Dizia sempre: " Deus me deu pernas para andar, eu até morrer nunca andarei embarcada" E sempre foi assim até o seu final.
Mas, voltando ao alarido que interrompeu a concentração de minha avó e seus alunos: Eleusina entrou em casa aos gritos: Dona Pepita! Ai! Dona Pepita, vem cá nos fundos depressa!
Minha vó reclamou: Ô rapariga, não está vendo que estou aqui com meus alunos? Depois verei o que está havendo, ora pois!
Não! dona Pepita, tem que ser agora é horrivel!!! O que é tão horrivel assim, rapariga?
Olha só daqui da porta mesmo, dona Pepita:
A estas alturas a descontração imperou entre alunos e professora e minha avé levantou-se e foi ver a tragédia anunciada por Eleusina.
Mas tenho que dizer que Eleusina era muito religiosa, não dizia palavrões jamais. E, toda palavra que tinha a silaba CU no inicio, meio ou fim, ela substituía por BUNDA (que achava menos feio rs rs).
Apontou para todos o que havia no quintal: UMA SERPENTE DOMÉSTICA ENROLADA NO PÉ DE MARACUJÁ. Era estA a razão de seu pânico; Minha avó perguntou: e então rapariga, porque a gritaria?
Ela respondeu: NÃO ESTÁ VENDO, MINHA PATROA, TEM UMA SURUBUNDA BUNDA NUO PÉ DE MARABUNDAJÁ!!!!
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